Os Passos que Você Precisa Dar Para Dominar Sua Voz

Facebook
Twitter
WhatsApp
Email
Imprimir

Quando eu comecei a estudar canto e técnica vocal, confesso que fiquei confuso com relação ao caminho que eu deveria seguir para conseguir dominar a minha voz e fazer tudo que eu sempre quis com ela.

Tive excelentes professores, mas alguns deles, apesar de terem me ajudado, não seguiam um método sólido e com um “roadmap” (roteiro, mapa da estrada) bem definido. Isso me deixou perdido algumas vezes.

Para onde eu vou? Por onde eu devo começar? Qual(is) o(s) próximo(s) passo(s)?

Essas eram perguntas bem recorrentes na minha cabeça cuja busca pelas respostas delas me fizeram definir o que hoje é um dos fundamentos do Full Voice Singing (o método de ensino utilizado aqui no Full Voice Studios).

Tenho certeza que você vai se identificar em alguma destas etapas, quando não até em mais de uma. Isso mesmo! O fato de haver, sim, um passo-a-passo a se seguir ao estudar técnica vocal, esse passo-a-passo não é uma linha reta na qual você só anda pra frente.

Ao contrário, são vários caminhos paralelos que você vai tomando, mudando de um para outro e traçando a sua própria trajetória.

Vamos lá, e não esqueça de comentar abaixo deste artigo onde você se situa, ok?

 

Etapa #0 – Desenvolvendo Afinação e Ritmo

Chamamos essa etapa de #0 (ZERO) pois antes de desenvolver uma técnica vocal sólida e definitiva você precisa se certificar que você consegue cantar com afinação e ritmo satisfatoriamente.

É claro que muitos problemas técnicos impedem alguns cantores de ter melhor afinação, mas neste caso estamos falando de musicalidade, mesmo. O senso de altura, de pulsação, subidas, descidas, pausas.

É fato que a maior parte dos estudantes de canto já apresentam afinação e ritmo satisfatórios, mas é bom ponderar a respeito.

E você? Como está nesse quesito?

 

Etapa #1 – Descobrindo Registros e Transitando Entre Eles

Descobrir Registros Vocais

Ok! Talvez você tenha caído de pára-quedas aqui e não sabe o que são registros vocais. Então vou explicar rapidamente.

Registros Vocais são regiões da sua voz que funcionam (e normalmente também soam) de maneira semelhante. Aquilo que normalmente você ouve falar por aí como Voz de Peito, Voz de Cabeça, Falsete, são, na verdade, maneiras de dar nomes a registros vocais.

Esses nomes citados acima, na verdade, não fazem muito sentido do ponto de vista científico. Mas não vamos aprofundar nestes conceitos agora. A idéia neste artigo é entendermos a nossa trajetória.

Então, descobrir registros é descobrir essas regiões e funcionamentos da sua voz. Você, nesta etapa, experimentará sensações algumas vezes até novas.

Além disso, é essencial permitir que sua voz transite livremente entre essas regiões, sem exigências estéticas ou medos de falhas.

 

Etapa #2 – Conectando Registros

Conectando Registros Vocais

Depois de descobrir os registros, é hora de conectá-los. Conectar registros significa trabalhar as transições entre eles para que não hajam quebras ou falhas na voz nessas regiões de passagem (passagem no caso de um registro para o outro, de um comportamento para o outro).

Nessa etapa é muito importante priorizar coordenação ao invés de volume. Na verdade você perceberá que o volume será uma consequência da boa emissão e da boa coordenação vocal.

 

Etapa #3 – Estabilizando Laringe

Estabilizando Laringe

A laringe é a “casa” das pregas vocais. Nela o som fundamental (primeiros pulsos sonoros) é originado para depois ser amplificado e moldado no trato vocal.

A função biológica da laringe é proteger nosso sistema respiratório de resíduos líquidos ou sólidos. Para isso, ela conta com o movimento de subida e fechamento.

Além disso, ela pode descer e abrir-se, possibilitando um fluxo inspiratório maior em menos tempo. Isso acontece, por exemplo, em um bocejo.

Enquanto cantamos, nossa premissa é deixar a laringe o mais estável possível, o maior tempo possível.

É claro que alguns estilos pedem uma laringe UM POUCO mais elevada (e UM POUCO bem destacado mesmo) e outros estilos pedem uma laringe UM POUCO mais para baixo.

No entanto, é a laringe estável que proporciona conforto, som homgêneo e a certeza eu estamos usando nosso aparato vocal no máximo potencial. Portanto, essa etapa é fundamental no processo de aprendizado.

Mesmo que você cante um desses estilos onde a laringe é um pouco mais alta ou um pouco mais baixa, é essencial você desenvolver essa coordenação em prol do desenvolvimento do seu equilíbrio vocal.

Desenvolvendo seu equilíbrio vocal você terá sempre um “porto-seguro” quando houver algum tipo de problema com sua emissão.

IMPORTANTE! Nessa etapa ainda privilegia-se coordenação ao invés de volume.

 

Etapa #4 – Desenvolvendo Equilíbrio e Tônus Vocal

Desenvolvendo Equilíbrio Vocal

Finalmente começamos, agora, a falar sobre desenvolver volume, pegada na voz.

MAS CALMA LÁ! Isso é desenvolvido, lembrando, como uma consequência da boa emissão e aos poucos. Não se pode perder toda a coordenação desenvolvida em prol de volume obtido da maneira errada.

No canto, assim como em muitos esportes e atividades de precisão, coordenação é muito mais importante que qualquer outra coisa.

Portanto, não se pode largar toda a coordenação obtida. É com a coordenação nova que nós obteremos tônus vocal.

 

Etapa #5 – Emissão Full Voice

Emissão Full Voice

Quando o cantor ou a cantora chega nessa etapa, com certeza já está dando show em muitos lugares e já se transformou numa referência vocal para muitos.

A emissão Full Voice é o nome que damos para a etapa do aprendizado na qual cantores e cantoras mantêm o ritmo de treinos e aprimoram, ainda mais, tudo que foi conquistado. Mas, neste momento, toda coordenação e tônus necessários para longas apresentações já estão desenvolvidos.

Há quem possa pensar que o cantor chega aqui e já pode parar de estudar, então, né? CLARO QUE NÃO!

Assim como atletas de altíssimo nível, cantores de altíssimo nível mantêm-se treinando com o acompanhamento de um Voice Coach ou de um programa de treinamento que faça suas habilidades se aprimorarem cada vez mais.

 

Etapa #6 – Desenvolvendo/Aprimorando Estilo

Vibrato, Drives, Melismas, Yodel

E eis que chegamos à etapa de desenvolver vibratos, drives, melismas, apoggiaturas, yodels, soprosidades e muitos outros elementos que agregam estilo ao canto.

É bem verdade que essa etapa pode ser usada como uma etapa “coringa”, podendo ser “recrutada” a qualquer momento no treinamento a fim de que o(a) estudante de técnica vocal tenha subsídios para aprimorar suas apresentações, ainda que não tenha a técnica totalmente desenvolvida.

Vale salientar, no entanto, que algumas habilidades técnicas são pré-requisitos para você incluir elementos de estilo. Pregas vocais demasiadamente rígidas, por exemplo, dificilmente desenvolverão bom vibrato.

 

E você? Onde está? Onde quer chegar?

Identificou-se com alguma dessas etapas? Em qual delas, ou até mesmo quais delas, você está atualmente. Comente abaixo. Deixe sua dúvida também. Será ótimo poder entender as suas necessidades e ajudar você nessa trajetória vocal.

 

#solteavoz

 

Fernando Zimmermann

Gostou? Então Nas redes

Facebook
Twitter
WhatsApp
Email
Imprimir

POSTS RELACIONADOS

O que você achou deste conteúdo? Conte nos comentários.