Qualquer Pessoa Pode Cantar Bem? Um Pouco Mais Sobre esse Assunto

Por mais que a gente sempre fale que SIM, que é possível que qualquer pessoa cante bem, muita gente ainda vem até nós dizer que é impossível.

Nós recebemos muitos comentários bem legais no nosso canal do YouTube, mas alguns trazem ainda uma incerteza, um certo ceticismo quando o assunto é esse tal de DOM.

Estamos em 2018, as ciências vocais e a neurociência já evoluíram muito e hoje nos apontam tanto elementos necessários para desenvolvermos qualquer habilidade quanto estratégias para isso.

Se você que acompanha a gente ainda acredita que só com dom é possível cantar bem, então fica até o final desse post pois temos boas notícias.

 

Canto = Expressão das Emoções

É uma tarefa bem árdua precisar quando começamos, como seres humanos, a cantar de fato. O que podemos supor é que a expressão vocal é a mais antiga forma de expressão humana.

Seja por grunhidos, berros, murmúrios e muitos outros sons, nós sempre expressamos o que sentimos, o que queremos, o que nos aflige, o que nos dá alegria e muito mais através da nossa voz.

Quando bebês, inclusive, possuímos alguns padrões de choro para determinadas situações.

Um bebê ainda não possui habilidade de fala, não possui uma linguagem desenvolvida para pedir o que quer ou para expressar o que está sentindo.

No entanto é muito possível identificar diferentes choros para diferentes situações.

Quando o bebê está com fome é um tipo de choro. Se está com frio, é outro. Quando tem cólica o padrão sonoro também muda.

Até mesmo para quando está se sentindo sozinho e desamparado o bebê se expressa de maneira única.

Tanto do ponto de vista de evolução do ser humano quanto do ponto de vista de evolução individual, é fácil assumirmos que nossa voz tem papel fundamental até mesmo para nossa sobrevivência.

Imagine há milhares de anos atrás o que seria de nós se não pudéssemos berrar, com um certo desespero, quando algum predador se aproximasse.

Talvez, por não conseguir correr a tempo, por falta de aviso, muitos de nossos ancestrais teriam morrido.

O mesmo vale para nós quando bebês.

Se não tivéssemos a capacidade inata (que nasce com a gente) de nos expressarmos através da nossa voz, talvez teríamos alguns problemas que não tivemos.

Então se a expressão vocal é algo tão inato de TODOS os seres humanos, porque achamos que para cantar bem é preciso ter um determinado dom?

É sobre isso que vamos discutir aqui nesse post e quero que você me acompanhe para desmistificar esse tal de DOM para cantar.

 

Mas o que transforma alguém em um(a) grande artista, uma Estrela da Voz?

Há quem diga que é muito treino, muita dedicação, muito estudo e muita força de vontade.

Mas há também quem diga que se trata de DOM, algo que nasceu com a pessoa, que torna ela iluminada.

Essa história de dom me lembra até histórias mais mitológicas.

Por isso quero até lançar uma provocação aqui: se grandes cantores são seres iluminados por algo que não conseguimos explicar, seriam eles seres mitológicos? ;)

Brincadeiras à parte, vou sugerir um ponto de partida sobre o que nos faz ter essa percepção de que alguém é especial e só por isso se tornou um(a) grande cantor(a).

De maneira bem direta vou elencar aqui duas coisas fundamentais pra gente ter essa percepção:

  • Excelência no que se faz;
  • Fazer com naturalidade.

 

Excelência no que se faz

Toda vez que vemos que algo foi muito bem feito logo já criamos uma referência na nossa cabeça.

Isso acontece com tudo.

Pode ser um sorveteiro que serve o sorvete como ninguém.

Pode ser um confeiteiro que faz bolos incrivelmente bonitos e saborosos.

Pode ser também uma uma jogadora de basquete que, além de fazer muitos pontos, parece “voar” em quadra.

Percebemos quando algo é muito bem executado. Isso salta aos nossos sentidos.

O sorveteiro que serve de maneira especial entretem nossos olhares.

O confeiteiro que faz os bolos incrivelmente bonitos e saborosos, além de nos “encher os olhos” (como se diz popularmente), também ativa nosso paladar de maneira única.

A jogadora de basquete nos admira com seus movimentos rápidos e que nos desafiam tanto o nosso olhar como também a nossa percepção.

O que esses três personagens tem em comum?

Excelência!

Tudo que fazem tem um nível muito elevado.

É claro que é muito fácil pensarmos que isso tudo é fruto de algo muito especial, algo muito iluminado.

Seria dom?

 

Fazer com naturalidade

Além de realizarem suas tarefas de maneira muito hábil e mágica, os profissionais que mencionei ali em cima também o fazem com muita naturalidade.

Eles não demonstram absolutamente nenhuma dificuldade de fazer o que fazem.

Talvez até por isso tenha surgido, principalmente para atletas, a expressão “está voando em quadra” ou “está voando em campo”.

Também pudera! Os seus movimentos são tão naturais quanto a fluidez de um vôo.

E, mais uma vez, é muito fácil nos flagrarmos pensando algo como:

“AH! Mas essa pessoa já deve ter nascido fazendo isso”.

Mais fácil ainda de dizer essa frase quando a gente vai lá e tenta realizar o que vimos.

Nesses momentos, inclusive, é que surgem boas trapalhadas para serem gravadas pra depois virar um meme.

E mais uma vez reforçamos o paradigma do dom.

Mas é muito importante que entendamos dois conceitos essenciais quando pensamos em dom. São eles os conceitos de “inato” e “adquirido”.

 

Inato X Adquirido

Vou ser bem direto aqui. Vamos às definições que usaremos aqui nesse post.

 

Inato

É tudo aquilo que já nasceu com a gente, normalmente determinado, em grande parte pela genética. Traz consigo também um conceito de “determinismo genético”.

 

Adquirido

É tudo aquilo que pode ser adquirido ou, quando falamos de habilidades, tudo aquilo que pode ser aprendido de alguma forma.

 

Inato + Adquirido

Curiosamente a fórmula que define quem nós somos traz na sua equação tanto fatores genéticos quanto fatores adquiridos.

Assim, se queremos nos desenvolver temos que, em primeiro lugar, entender que aquilo que é da nossa genética vai determinar as nossas limitações e nossas potencialidades.

Quando falamos de canto e técnica vocal essas limitações e potencialidades são inúmeras.

EXEMPLO: Eu, Fernando Zimmermann, sou um cantor de voz aguda. Notas agudas até já foram um problema pra mim pois eu não sabia usar minha voz direito, não sabia como ela funcionava. No entanto eu sempre tive uma extensão mais aguda que a média dos meus amigos. Ao mesmo tempo minha voz não é tão densa quanto à voz de muitos outros cantores. Então são parte das minhas características vocais um som mais leve (ainda que projetado e intenso) e de extensão bem considerável (atualmente algo em torno de 3,5 oitavas).

Então, como mencionei no meu próprio exemplo, eu possuo facilidades e lacunas que me dão as características de quem eu sou e de como pode ser minha atuação vocal.

Isso quer dizer que não posso cantar músicas que exijam densidade vocal?

Claro que posso! Mas preciso lembrar que minha voz não é tão densa quanto a de um barítono. Se eu me esqueço disso pode ser que eu acabe me colocando em sérios apuros.

Depois disso, precisamos ter um plano para aprimorar nossas potencialidades e diminuir nossas limitações.

Além disso, podemos até mesmo ressignificar nossas limitações, fazendo delas características artísticas.

Veja cantores como Bob Dylan e Chico Buarque, por exemplo.

Eles cantam suas músicas e tem MUITOS fãs. Fãs esses que inclusive gostam de suas vozes, mesmo nós sabendo que elas não são as mais tecnicamente aprimoradas.

Mas de que importa isso quando se ama uma canção e o jeito que seu compositor a expressa, não é mesmo?

Então para voltarmos à questão do INATO X ADQUIRIDO, precisamos evoluir nosso pensamento para dois outros conceitos importantes quando se trata daquilo que nasce com a gente e daquilo que adquirimos ao longo da vida.

Esses conceitos são: Talento e Inteligência Musical.

 

Talento X Inteligência Musical

Quando falamos em talento logo nos vem à cabeça algo que as pessoas nascem com ou nascem sem.

A ideologia por trás do talento é a mesma do determinismo genético, ou seja, que somos frutos meramente daquilo que carregamos no nosso DNA.

Já o termo Inteligência Musical vem da teoria das múltiplas inteligências de Howard Gardner.

Baseado em pesquisas da neurobiologia, Gardner percebeu áreas distintas de cognição no cérebro, cada uma específica para uma competência.

Segundo ele nós temos as seguintes inteligências distintas:

  • Lógica matemática;
  • Linguística;
  • Espacial;
  • Corporal-cinestésica;
  • Intrapessoal;
  • Interpessoal;
  • Naturalista;
  • Existencial;
  • Musical.

Inteligências, ao contrário do talento, trazem por trás a ideologia de que são compartilhadas e mutáveis.

Compartilhadas pois sempre podemos expressá-las a ponto de elas serem absorvidas por outra pessoa.

Mutáveis pois podemos sempre mudar cada uma nossas inteligências de alguma maneira, principalmente nos tornar mais inteligentes em uma ou mais dessas inteligências.

Se olharmos para tudo que influencia o nosso desenvolvimento como seres humanos, o desenvolvimento do nosso cérebro e, claro, das nossas habilidades, teremos a seguinte lista de influências:

  • Herança Genética;
  • Emoções;
  • Meio social/amigos;
  • Saúde;
  • Experiências educacionais;
  • Fatores Culturais;
  • Família;
  • Meio-ambiente.

E dentre tantas fatores que moldam quem somos e a maneira como atuamos com nossas habilidades, perceba que herança genética é apenas 1 dentre tantas influências.

E tirando a Herança Genética, todas as outras influências são controláveis.

Sendo assim, se tivermos CLAREZA do que precisamos para desenvolver nossas inteligências, conseguimos controlar boa parte do nosso desenvolvimento, mesmo não estando determinados por genes. ;)

 

Música e Gestação

Acredito que seja muito bom também falarmos sobre música e gestação.

Confere só esse trechinho retirado do Blog de uma empresa especializada em preservação de células tronco:

“Na 21ª semana de gestação, o feto já apresenta um desenvolvimento quase completo do seu aparelho auditivo, o que o torna capaz de identificar sons internos e externos. Por esse motivo, tudo que é falado ou tocado para o bebê a partir dessa semana pode ser identificado e memorizado por ele”.
Fonte: http://www.cordvida.com.br/blog/entenda-a-influencia-da-musica-na-gestacao/

Podemos pressupor, então, que já é a partir da gestação que começam a se formar os gostos musicais, a maneira como a criança usará os sons da sua voz para expressar suas emoções, a maneira como ela vai encarar a música e a expressão vocal.

É curioso pensarmos que já nascemos sabendo entoar sons que chamam atenção dos nossos pais para alguma necessidade nossa.

Ainda mais curioso como o nosso tom de fala para inúmeras emoções parecem já estar armazenadas no nosso subconsciente.

Afinal, alguém já lhe ensinou a como falar com crianças, com pessoas que você ama, com namorado ou namorada? Sabe aquela voz fofinha que usamos nesses contextos? Quem ensinou você a fazê-la?

Alguém já lhe ensinou como fazer voz de raiva? Talvez ninguém tenha parado para ensinar você isso, mas com certeza você sabe fazer. ;)

Uma curiosidade: um grande amigo meu punha sempre fones de ouvido na barriga de sua esposa durante a gestação da filha deles.

Quais músicas rolavam na playlist? Música clássica.

Sem que ele tenha influenciado ativamente sua filha durante a infância, é muito curioso que ela tenha criado um apreço tão grande por esse repertório que ela sempre pede para que ele coloque essas músicas no som do carro.

Quer mais? Ela ainda é capaz de reproduzir melodias complexas sem muito ensaio.

Agora vem a pergunta: será que ela tem dom e a influência dele durante toda a gestação não exerce nenhum papel?

Fica aqui a provocação pra você.

 

Música na Infância

Todos nós temos a possibilidade de nos desenvolvermos sempre e continuamente, nos tornando melhores em qualquer coisa que pensemos em realizar.

Espero que você já tenha se convencido até esse ponto da leitura.

Mas é bem verdade que é na infância que boa parte das nossas aptidões são desenvolvidas.

Isso tudo por conta de uma coisa chamada:

 

Janela de Oportunidade

Janela de Oportunidade é um termo que designa o período no qual temos maior facilidade de aprendizado.

O que sabemos sobre a janela de aprendizado musical é que ela está relacionada à fase que vai desde o nascimento até os 10 anos de idade.

No entanto, vale lembrar que o aprendizado não se limita às janelas.

Neurocientistas já comprovaram que possuímos a capacidade de aprender coisas novas ao longo das nossas vidas. Basta para isso que tenhamos determinação e um caminho preciso a seguir.

Mas eu trouxe esse conceito para ele poder nos ajudar a entender muitos fenômenos (ou crianças prodígio) que tem por aí. Vamos falar sobre isso mais tarde.

 

Idiomas e Sotaques

Você nunca parou pra pensar que diferentes sotaques tem diferentes sonoridades e que essas diferentes sonoridades podem influenciar (e muito) a nossa voz cantada também?

A maneira como falamos os nossos idiomas configuram o nosso trato vocal para se comportar de uma determinada maneira.

Não tem certo nem errado. Apenas é bom entendermos que diferentes idiomas e diferentes sotaques usam nosso aparato vocal de maneiras distintas.

Alguns estimulam um estreitamento faríngeo (e está tudo bem se você não souber exatamente o que isso significa) enquanto que outros estimulam uma abertura.

Outros elementos como posicionamento laríngeo, projeção de lábios, abertura de boca, entre outros, também são afetados por nossos idiomas e sotaques.

Logo, uma pessoa que nasceu na Inglaterra e lá aprendeu o idioma inglês nativo (e com sotaque de lá) possivelmente terá um comportamento vocal bem diferente do que alguém que nasceu e cresceu na França, por exemplo.

Esse cenário cria tanto possibilidades vocais como limitações.

O importante é estarmos presentes para esse fato para que possamos sempre agir no sentido de dominar nosso instrumento e não sofrer nem com as dificuldades que temos por conta do nosso comportamento trivial do nosso idioma.

 

Mas e esses grandes talentos desde a infância?

Ok! Tudo bem. Ainda não se convenceu de que qualquer pessoa pode cantar bem e está apelando pra grandes estrelas da voz, né?

Falemos aqui de dois exemplos.

 

Beyoncé

A diva absoluta do pop contemporâneo é filha de Mathew Knowles, um executivo musical e empresário, e de Tina Knowles, figurinista e hair stylist.

Aos 7 anos de idade ela participou do seu primeiro show de talentos cantando Imagine, de John Lennon.

Aos 9 ela entrou para a escola de música Parker Elementary School.

Além disso, em um de seus shows que viraram DVD, Beyoncé conta um pouco da sua história de dedicação e muito ensaio.

 

Michael Jackson

O Rei do Pop recebeu esse título e não foi à toa.

Michael impera absoluto como um dos artistas que mais vendeu discos na história da música, perdendo apenas para os ingleses The Beatles.

Sua carreira foi longa e muito produtiva, mas sua infância não foi nada fácil.

Michael já nasceu numa família que respirava música. E isso deve tê-lo influenciado muito.

Além disso, desde cedo o cantor era obrigado pelo seu pai a ensaiar muito. Cada erro milimétrico era prontamente corrigido.

Os métodos utilizados por Joseph Jackson, pai de Michael, para disciplinar os Jacksons para o aprimoramento constante foram os mais contestáveis.

Não é segredo que o velho “Joe” era bem agressivo com seus filhos.

Mesmo não concordando com os meios, devemos admitir que tanto empenho acabaram resultado em algo artisticamente extraordinário: Michael Jackson se tornou o Rei do Pop.

 

E o que essas histórias tem a ver com a sua?

Nada e tudo! ;)

Nada pois você é uma pessoa diferente e única. Somente você conhece seus anseios, seus desejos e só você sabe de verdade onde você quer chegar.

Tudo pois basta se espelhar nos gigantes para trilhar caminhos como os deles.

Não há segredo nem mistério por trás de grandes feitos, mesmo que sejam eles musicais ou vocais.

O que você precisa é trilhar uma trajetória.

Inspire-se de grandes exemplos e comece sua caminhada musical agora mesmo!

 

Então cantar é pra todos?

Categoricamente nós, do Full Voice Studios®, afirmamos que SIM!

E pra finalizar esse artigo nós queremos deixar uma lista de alguns pontos importantes que vão ajudar você a entender como você pode atingir níveis vocais e artísticos que nem você imaginou.

  1. Entenda seu ponto de partida: identifique onde você está no seu desenvolvimento. Você já canta? Nunca cantou? Tem dificuldades vocais? Não tem ritmo? Está achando que você não tem afinação? Muitas são as coisas para corrigir, mas é bom que saibamos todas elas e as encaremos de frente. Se não souber como identificar seu ponto de partida, que tal agendar uma aula de diagnóstico com nossos Voice Coaches Licenciados? ;)
  2. Defina seu objetivo: saiba onde você quer chegar. E está tudo bem se você está colocando o objetivo de cantar no Maracanã lotado. É MUITO BOM ter objetivos audaciosos. E é muito possível você atingi-los. Basta que você siga muito bem o passo 3, que vem a seguir.
  3. Defina a rota: uma vez que você já sabe sua situação atual e a situação futura que você deseja alcançar, está na hora de determinar qual caminho seguir. Pode ser matricular-se numa aula, fazer download de alguns materiais, arrumar um cantinho em casa pra ensaiar diariamente, compor as músicas do seu primeiro disco etc. Enfim, agora é hora de definir os passos que você vai trilhar para chegar onde você quer.
  4. Mantenha a disciplina e a consistência: colocar objetivos e definir rota é algo muito prazeroso e dá uma sensação de empoderamento muito grande. Mas executar diariamente o que você PRECISA executar para atingir seus resultados é muito difícil. Nem todos os dias você terá inspiração pra isso. E é justamente nesse momento que você pode se diferenciar e vencer até mesmo do seu subconsciente tentando sabotar sua carreira. Assuma o controle e mantenha a disciplina.
  5. Obtenha ajuda: pode ser de um Voice Coach, de um amigo mais experiente, de um músico de confiança, enfim, de qualquer pessoa que já viva algo que você quer viver (ou num meio que você quer viver) e peça ajuda. A melhor coisa é poder contar com pessoas ao nosso redor nos ajudando a trilhar nosso caminho.

 

E por último

É muito mais fácil pensarmos que tudo se trata de dom. A gente senta no sofá, assiste grandes artistas e grandes vozes, aplaude e atribui tudo que foi mostrado a algo quase que paranormal.

Talvez essa seja uma defesa nossa para evitarmos o desgaste da trajetória.

Chegar ao topo de uma montanha é muito realizador. A vista é linda, o ar é puro e a gente sente até que quase pode tocar o céu.

Subir até lá é difícil.

E, ao menos que você não queira saber como é estar lá no topo da montanha, entenda que dificuldades e desafios sempre vão aparecer.

Caberá sempre a você manter a cabeça erguida e não permitir que nada lhe tire do seu caminho rumo às suas mais plenas realizações.

Expressar as nossas emoções é algo inato de todos nós seres humanos. Então mesmo que você ainda acredite em dom saiba: VOCÊ TEM ESSE DOM!

Agora vai lá e arrasa!

Um abraço e #solteavoz!

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