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Melismas, Drives e Vibratos: A parte chata que ninguém te conta

*** Antes do meu texto, deixo aqui uma nota para quem é Professor(a) de Canto: Procure ler esse texto sob a ótica do seu/sua aluno(a). Isso lhe fará entender como você pode intervir para ajudá-lo(a).

VOCÊ é o tipo de cantor(a) que adora um efeito ou ornamento vocal? Sempre vibra de maneira especial quando ouve uma voz mais rasgada, um melisma bem definido, um vibrato uniforme e controlado?

Não só isso.

Você também busca esse tipo de emissão para sua própria voz pois você quer que isso faça parte da sua personalidade musical e artística como um todo?

Então a gente precisa conversar um pouco sobre algo chato que quase ninguém está falando pra você sobre efeitos e ornamentos, tais como:

  • Melismas;
  • Vibratos;
  • Drives (Voz Rasgada/Distorcida);
  • entre tantos outros.

 

Mas antes, um pouco de história

Confesso que melisma nunca foi algo que me chamou muito atenção. A maior parte dos meus ídolos vocais quase nunca usavam.

Freddie Mercury, uma das minhas maiores referências vocais, usa de vez em quando de maneira majestosa, como em Time (separei o trecho (3:35) no vídeo abaixo).

 

 

A propósito, percebeu como ele faz esse melisma usando drive (voz rasgada/distorcida)?

Isso sim foi algo que sempre me chamou muito atenção. Drives e vibratos, pra falar bem a verdade.

E durante a minha prática vocal eu sempre busquei esse resultado final. Uma voz distorcida, controlada, com vibrato quando e onde eu quisesse.

Foi então que eu comecei a me deparar com uma série de dificuldades pra conseguir aquele resultado. O vibrato era descontrolado e eu não tinha autonomia pra escolher quando ele aparecia. O drive até era intencional, mas acabava me trazendo muitos prejuízos.

Até um nódulo vocal eu já tive por mau uso dos drives. Na époxa eu tive que gastar mais com tratamento do que já tinha gasto com aulas de canto.

Quando me recuperei do nódulo eu passei a estudar como nunca. Mas dessa vez permitindo um desenvolvimento vocal mais gradativo, dando tempo à cada coordenação necessária para a voz que eu almejava.

Somente deste jeito eu consegui ter muito mais controle vocal e poder de escolha do que fazer e quando eu queria fazer.

Drives passaram a ser intencionais e sem trazer prejuízo pra minha voz. Finalmente eu conseguira, depois de muito treino e paciência, determinar onde, quando e como fazer cada vibrato.

Minha voz ganhou muito mais flexibilidade e versatilidade, algo que eu sempre quis.

Nessa época eu já estava estudando pra me tornar professor de canto. Precisei então me dedicar a entender esse processo não apenas para manter meus resultados, mas também para conseguir fazer com que outras pessoas cheguem a esse resultado de controlarem totalmente os efeitos e ornamentos.

Precisei fazer uma revisão do meu próprio processo de aprendizagem, estudar um pouco mais sobre a maneira como aprendemos a usar nossas vozes para finalmente entender que eu precisaria ter passado por alguns pré-requisitos com a minha voz.

Essa é uma parte chata que ninguém quer passar: desenvolver a sua técnica antes de qualquer resultado final. 😱

Eu, infelizmente, acabei pulando etapas e tive um nódulo. Por isso quero lhe alertar não só sobre como você pode desempenhar o melhor durante seus estudos, mas também como evitar usar sua voz de maneira incorreta.

 

O que vem primeiro? A técnica ou os efeitos e ornamentos?

Drives, vibratos e melismas são alguns dos diversos features que nós normalmente queremos quando cantamos. Você pode ter muitos outros aí na manga também. A internet está cheia de nomes. 😉

Apenas entenda isso: todas essas coisas a mais que queremos para as nossas vozes são coisas a mais. Meio óbvio? Mas talvez não seja assim que você está buscando no seu canto.

Você pode responder algumas perguntinhas sobre sua técnica vocal? Vamos lá, conto com você!

Responda com SIM ou NÃO:

  1. Seus graves são descontrolados, duros ou fracos demais?
  2. Seus agudos são descontrolados? Para atingí-los você precisa se esforçar demais ou fazer uma voz fraquinha?
  3. Para sair de uma região grave da sua voz para outra mais aguda, você tem que fazer algum tipo de esforço (e desafina) ou acaba tendo que deixar a voz “quebrar”, como se diz popularmente?
  4. Você sofre com cansaço ao cantar ou com falta de fôlego?

Se você respondeu a SIM a pelo menos 1 (uma) de qualquer uma das questões acima, as chances são de que sua técnica vocal ainda não está totalmente alinhada.

Como eu sei disso? Simples. Todos os problemas que eu mencionei anteriormente lidam diretamente com dois fatores fundamentais do desenvolvimento técnico-vocal pleno. São eles:

  1. Controle do Fechamento Glótico Adequado;
  2. Controle da Sinergia entre Músculos Tensores de Pregas Vocais.

Vou falar um pouco mais sobre eles.

 

Técnica: Controle do Fechamento Glótico Adequado

Fechamento glótico é um termo usado para descrever a aproximação das pregas vocais. Glote é o espaço entre as pregas vocais. Quando as pregas vocais se aproximam elas fecham a glote, promovendo o fechamento glótico. 😉

Um fechamento glótico adequado é necessário para o controle de uma boa emissão vocal. É através desse domínio que conseguimos controlar a quantidade de ar que será convertida em som, dando-nos a possibilidade real de um controle maior de dinâmica vocal.

Se nosso instrumento vocal fosse um carro, a laringe seria como o motor. É lá que a conversão de energia é feita. Se o motor não estiver funcionando bem, qualquer tentativa de mexer no tanque ou em outra parte do carro será em vão. Falarmos em um bom fechamento glótico significa dizer que o nosso motor está funcionando bem.

No entanto controlar adequadamente esse elemento essencial para uma boa técnica vocal é uma tarefa bem difícil. Tanto é verdade que a maior parte das pessoas responde SIM a pelo menos uma das perguntas acima.

 

Técnica: Controle da Sinergia de Músculos Tensores de Pregas Vocais.

Quando falamos em sinergia de músculos tensores nós estamos nos referindo a uma parceria clássica da nossa laringe: a famosa dupla TA e CT.

TA é a sigla usada para os músculos tireoaritenóideos. Nesse caso estamos falando dos tireoaritenóideos internos, ou simplesmente TAi. Eles são responsáveis, basicamente, por encurtar e espessar as pregas vocais.

CT é a sigla usada para os músculos cricotireóideos que, apesar de não estarem nas pregas vocais, atuam no alongamento das pregas vocais.

De maneira simples, os TAi puxam para os graves enquanto que os CT puxam para os agudos, encurtando ou alongando delas.

Esses dois grupos distintos precisam ter uma verdadeira parceria. Se um está atuando mais que o outro em determinadas configurações vocais, as chances são que a eficiência do nosso “motor vocal” (a laringe) também caia.

Além disso, a interação entre esses dois músculos é essencial para agilidade vocal e flexibilidade de pregas vocais.

E aqui está o exemplo de mais um elemento essencial para uma boa técnica que demanda bastante cuidado para se controlar.

 

E o que os Drives, Melismas e Vibratos tem a ver com isso tudo?

Primeiro sobre os drives: como esse efeito vocal, usado amplamente no rock’n roll, demanda muito cuidado, é necessário que se desenvolva um controle muito preciso do fechamento glótico.

Abusar de fechamento glótico pode até trazer uma voz distorcida, mas com o tempo o atrito entre as pregas vocais tende a trazer inchaços que podem se desenvolver para questões mais sérias, como os nódulos vocais.

Portanto para desenvolver drives bacanas e saudáveis, busque desenvolver a sua voz limpa de maneira satisfatória.

O mínimo que você deve esperar dessa etapa do desenvolvimento técnico vocal é conseguir manter uma emissão tranquila sem perder qualidade vocal.

Vou deixar aqui um vídeo meu sobre Drives que está lá no nosso canal do YouTube.

 

 

Sobre melismas e vibratos: esses elementos estéticos são muito bem quistos em diversos estilos musicais, do rock ao gospel, passando por teatro musical e soul music. Até no sertanejo cabe.

Mas para ter melismas bem definidos e vibratos controlados é necessário que você tenha agilidade vocal e flexibilidade de pregas vocais, como mencionei anteriormente.

Portanto para desenvolver os melismas e vibratos dos seus sonhos busque, antes de qualquer coisa, garantir que você consegue transitar entre as regiões da sua voz sem que você precise se esforçar ou “largar” para uma emissão mais fraca.

O mínimo a se esperar é que você consiga passear por graves, médios e agudos de maneira fluida, mesmo que não seja potente. O que importa é que assim podemos nos assegurar que suas pregas vocais estão esticando encurtando de maneira coordenada.

Isso é essencial para definição e precisão das notas e variações envolvidas em melismas e vibratos.

Aqui vai um vídeo onde falo sobre o uso do vibrato para ajudar a desenvolver agilidade vocal para melismas.

 

 

Um caminho a ser percorrido

Pode até parecer que é muita coisa a se fazer, não é mesmo? E essa é a parte chata que ninguém te fala. A parte de que você talvez tenha que lidar com muitas outras coisas antes de sair fazendo um monte de coisas com a voz.

Eu entendo a sua sede por querer logo fazer drives, vibratos, melismas e muito mais. Eu já estive no seu lugar.

Mas pode ter certeza de uma coisa: cada passo dado vai valer à pena. Você vai conseguir se expressar como quer e por toda sua vida.

O desenvolvimento técnico vocal requer tempo e paciência. Se você tentar pular alguma etapa pode ser que deixe desenvolver habilidades importantes.

 

›››› LEIA AQUI mais sobre etapas do Desenvolvimento Técnico Vocal.

 

Lembre que seu instrumento é seu corpo. Você que canta usa o aparelho vocal de uma maneira muito especial.

Apesar das sonoridades serem rápidas ou agressivas, o controle vocal pleno passa por muitas sutilezas que nossa voz possui.

Entender e treinar cada uma dessas sutilezas fará você ter domínio pleno sobre cada elemento que você quiser trazer para seu canto e para sua personalidade vocal.

Use drives, melismas e vibratos, mas faça de um jeito que destaque a sua voz e quem você é. E use com o cuidado que se tem com qualquer instrumento musical de alto valor.

Só que o nosso é diferente: a gente não acha peças de reposição numa loja. Por outro lado não há nenhum igual ao nosso.

Descubra a sua voz, cante com confiança e trilhe a SUA trajetória vocal de sucesso!

 

Mas agora me fale sobre você.

Além de drives, melismas e vibratos, quais outras questões vocais você ainda está tendo que lidar? Quais questões técnicas você pode desenvolver para aprimorar os seus efeitos e ornamentos vocais?

 

Exercícios para Voz Mista / Mix – Parte 1

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Exercícios para Voz Mista / Mix – Parte 1 – Aula de Canto com Fernando Zimmermann

Agora que você já sabe o que é Voz Mista / Mix, que tal praticar um pouquinho?

Nesse vídeo o diretor do Full Voice Studios® e Voice Coach Fernando Zimmermann vai passar alguns exercícios vocais para desenvolver a sua voz mista, o seu mix.

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Como Encontrar Minha Própria Voz? Como Parar de Imitar? – Full Voice Responde #6

COMO ENCONTRAR MINHA PRÓPRIA VOZ? COMO PARAR DE IMITAR?

Encontrar a própria voz é, talvez, um dos maiores desafios de todos cantores. Afinal… como achar minha própria voz? Como parar de imitar outros cantores e encontrar minha identidade vocal?

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Você vai lá, solta a voz, acha que está arrasando mas aí vem uma pulga atrás da orelha e pinta a dúvida: “Será que estou fazendo isso do jeito certo”?

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Voz Estridente – Como Corrigir?

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